Já se foi o tempo em que adolescentes podiam ser rebeldes sem causa.
Naquele tempo não havia absolutamente nada para se fazer. O adolescente faz parte de uma transição entre criança e adulto, ele fica no meio termo.
Ele se sente velho demais para brincar mas ainda é jovem demais para fazer coisas de adultos. Não podia sair para baladas e festas pois não tinha idade suficiente para entrar nos locais e os pais talvez nem deixariam.
Não podia namorar pois ainda não tinha idade, então ficava com um menino(a) aqui, outra(a) aí. Ela escrevia diários, ele poderia estar jogando bola com os garotos. Alguns poderiam estar fazendo pique- nique.
Ela colava um milhão de adesivos e recadinhos na agenda das amigas e achava isso o máximo, ele ficava rindo da cara delas por fazerem isso.
Ela trocava bilhetinhos na sala de aula com as amigas e ele e seus amigos tentavam ler o segredinho que elas escondiam.
Tinham os nerds que se dedicavam tempo integral aos estudos e os desleixados que sempre tiravam nota baixa. As patricinhas que se preocupavam só com a aparência e os garotos, na maioria, jogavam seu charme para ela. E as famosas patotas, que viviam em grupos e não dava para entender como aquilo funcionava.
Era uma adolescência saudável, viva e feliz!
Hoje os tempos mudaram, as coisas mudaram.
O adolescente pode sair para onde quiser e na hora que quiser, saem para baladas, vão e vem de todo e qualquer lugar. Os pais deixam tudo.
Adolescentes ficavam grávidas e casavam!
Hoje eles se falam por Whats App, SMS, iMESSAGE, seja o que for, as mensagens são instantâneas e pelo celular. Computador? E- mail? Só se for para trabalho.
Aquele amigo que mora longe, sabe? Você não fala mais com eles por carta, talvez vocês nem interajam mais, só são amigos no Facebook, você vê que ele está bem olhando suas postagen e acompanhando sua rotina. E Ele? Ele vê que você está online no chat, então sabe que você está bem.
Hoje quem for mais inteligente e estudar mais, tem consciência de que vai se dar bem no futuro. os desleixados de ontem são os drogados de hoje. As meninas mais lindas são as que vão se vender para o cara mais rico que aparecer. E os charmosos e bonitos de ontem, são os gays de hoje. Os grupos destemidos de antigamente são hoje aqueles amigos que tem amizades que duram pouco, pois outro amigo em comum fez alguma intriga e virou fofoca e sobrou para você.
Adolescência vazia? É a atual, ela não sabe o que quer, são muitos leques de opções, na verdade são tantos que acabam estragando a vida, não só do próprio adolescente, como dos pais e professores, que perdem os filhos para as drogas, para gravidez indesejada, quando se sonha em ver o filho graduado, doutor, qualquer coisa de sucesso. Professores apanham de alunos na escola, são ameaçados com arma.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Bloqueio Criativo
Pensei em várias maneiras sobre como criar esse texto e não encontrei. Vários temas surgem em mente, mas quando penso em colocar no "papel" as palavras escorrem de minhas mãos. Isso e chama Bloqueio Criativo.
Não pesquisei, mas acredito que todo grande artista já sofreu com isso alguma vez na vida, ou qualquer estudante na hora de redigir um texto ou até mesmo um monografia, dissertação ou tese.
Depois de muito tempo sofrendo esse bloqueio e querendo expor meus pensamentos surgiu a ideia de criar um blog. Aqui estamos. No início eu fazia esboços de textos em um caderno, com o passar dos anos e tantas mudanças perdi tudo, infelizmente minhas melhores ideias da adolescência se perderam sem eu nem perceber. Quase todos os meus textos foram perdidos, portanto se você escreve, guarde bem seu material, um dia irá servir.
Como lidar com o bloqueio criativo:
A primeira coisa a se fazer é deixar o pensamento fluir sem se preocupar com prazos e datas. Quando se tem uma data determinada para entregar o texto o bloqueio aparece sem ser convidado. Talvez a tensão por saber o quanto o texto é importante para você, faz a criatividade se esvair.
Depois que você conseguir controlar a tensão por conta desses fatores você deve continuar com o pensamento livre, fazer suas tarefas normalmente, viver a vida a cada dia de modo com que o bloqueio não interfira em seus assuntos pessoais.
Geralmente as minhas ideias surgem quando estou no trânsito, no chuveiro ou na madrugada com insônia. A maneira mais fácil de lidar com isso é guardando as palavras- chave. Eu sempre tenho em mãos meu iPhone e anoto tudo que vem em minha mente no bloco de notas e ando também com um bloco pequeno de papel em minha bolsa e uma caneta. Independente de onde esteja, sempre anoto as ideias. Meu bloco vira praticamente um diário.
Tendo as palavras- chave em mãos, quando sobra tempo inicio pesquisas na internet. Quando tenho acesso a livros acho melhor ainda. As pesquisas sempre são feitas em sites confiáveis com base em artigos científicos e coisas do gênero. Wikipédia? Nem pensar!
Com a palavras- chave e as ideias formadas a partir de textos lidos pode- se começar a esboçar algo, passar para o papel, word, bloco de notas, blog, qualquer coisa.
Depois que o texto estiver formado vale a pena ler e reler quantas vezes se fizer necessário e em dias diferentes, pois sua ideia pode fluir mais no dia seguinte, e isso serve também para lapidar o texto.
Com o texto "lapidado" vale a pena colocar tudo nas normas e ler mais uma vez. sempre vai ter um erro ou outro ou algo desnecessário lá.
Finalmente o texto ficou pronto, independente da demora que teve, você conseguiu vencer o bloqueio criativo, e tenha certeza, com o tempo e a prática ele some.
A.
PS. Meu texto não está nas normas, eu ainda escrevo mal e preciso me aperfeiçoar, mas o que vale são as ideias e a criatividade, isso nunca pode faltar.
Não pesquisei, mas acredito que todo grande artista já sofreu com isso alguma vez na vida, ou qualquer estudante na hora de redigir um texto ou até mesmo um monografia, dissertação ou tese.
Depois de muito tempo sofrendo esse bloqueio e querendo expor meus pensamentos surgiu a ideia de criar um blog. Aqui estamos. No início eu fazia esboços de textos em um caderno, com o passar dos anos e tantas mudanças perdi tudo, infelizmente minhas melhores ideias da adolescência se perderam sem eu nem perceber. Quase todos os meus textos foram perdidos, portanto se você escreve, guarde bem seu material, um dia irá servir.
Como lidar com o bloqueio criativo:
A primeira coisa a se fazer é deixar o pensamento fluir sem se preocupar com prazos e datas. Quando se tem uma data determinada para entregar o texto o bloqueio aparece sem ser convidado. Talvez a tensão por saber o quanto o texto é importante para você, faz a criatividade se esvair.
Depois que você conseguir controlar a tensão por conta desses fatores você deve continuar com o pensamento livre, fazer suas tarefas normalmente, viver a vida a cada dia de modo com que o bloqueio não interfira em seus assuntos pessoais.
Geralmente as minhas ideias surgem quando estou no trânsito, no chuveiro ou na madrugada com insônia. A maneira mais fácil de lidar com isso é guardando as palavras- chave. Eu sempre tenho em mãos meu iPhone e anoto tudo que vem em minha mente no bloco de notas e ando também com um bloco pequeno de papel em minha bolsa e uma caneta. Independente de onde esteja, sempre anoto as ideias. Meu bloco vira praticamente um diário.
Tendo as palavras- chave em mãos, quando sobra tempo inicio pesquisas na internet. Quando tenho acesso a livros acho melhor ainda. As pesquisas sempre são feitas em sites confiáveis com base em artigos científicos e coisas do gênero. Wikipédia? Nem pensar!
Com a palavras- chave e as ideias formadas a partir de textos lidos pode- se começar a esboçar algo, passar para o papel, word, bloco de notas, blog, qualquer coisa.
Depois que o texto estiver formado vale a pena ler e reler quantas vezes se fizer necessário e em dias diferentes, pois sua ideia pode fluir mais no dia seguinte, e isso serve também para lapidar o texto.
Com o texto "lapidado" vale a pena colocar tudo nas normas e ler mais uma vez. sempre vai ter um erro ou outro ou algo desnecessário lá.
Finalmente o texto ficou pronto, independente da demora que teve, você conseguiu vencer o bloqueio criativo, e tenha certeza, com o tempo e a prática ele some.
A.
PS. Meu texto não está nas normas, eu ainda escrevo mal e preciso me aperfeiçoar, mas o que vale são as ideias e a criatividade, isso nunca pode faltar.
domingo, 19 de julho de 2015
Leitura obrigatória.
Hoje, dezenove de julho de dois mil e quinze, em meu apartamento em Florianópolis, inicio um esboço dos meus planos e detalhes de coisas que já se passaram.
Vinte e sete incansáveis primaveras.
Nem sei quando iniciei meu gosto pela leitura, pois na adolescência sempre dormia enquanto lia qualquer livro que fosse para a ficha de leitura da escola. Lembro bem do primeiro livro que me foi solicitado pela professora de Língua Portuguesa, que tinha o rosto coberto por espinhas e cabelos rebeldes e meus colegas a chamavam de "choquito, na época não existia o tal de bullying, então podíamos nos expressar à vontade e descontar as frustrações apelidando os professores. "O Rapto do Garoto de Ouro" da série Vagalume era o nome do livro. Sinceramente? Levei dias para conseguir ler um livro de cento e poucas páginas, não por ser chato, mas por ser obrigatório.
Eu já tive a oportunidade de ler anteriormente "Ela, a feiticeira" com quase o mesmo número de páginas consegui ler em uma noite. Eu tinha menos de dez anos na época. Minha mãe tinha uma estante velha cheia de apostilas e livros antigos das minhas irmãs. Na época eu não entendia qual o motivo que a fazia guardar toda aquela tralha velha, tinha até um livro esquisito chamado "O Morro dos Ventos Uivantes". Eu pensava, Deus, pra quê isso?
Infelizmente só hoje me dei conta do valor inestimável daquele material. Mas tudo bem, eu era apenas uma criança.
Eu tenho contato com meu sobrinho adolescente e sei que as coisas não mudaram muito, ele só lê quando é obrigado e também por motivos de ficha de leitura.
Vivemos em uma época onde tudo é muito fácil, basta um clique e temos o mundo em nossas mãos. Ler para quê? Por que perder tempo com um livro se posso gastar meu tempo com Candy Crush no Facebook ou fazendo selfie com cara de pato para postar no Instagram?
O tempo passou e as fichas de leitura continuam. Tive que ler no ano passado "A Revolução dos Bichos", um livro sensacional que uma professora de alguma matéria relacionada com "ler e escrever" pediu um resumo. Foi uma leitura aprazível, mas não tão boa porque era leitura obrigatória.
Ops, encontrei o erro! "LEITURA OBRIGATÓRIA", mais conhecida como "que saco ter que ler isso porque aquela criatura insuportável pediu e vai valer nota".
Por que é tão difícil ler algo quando se tem prazo? Há quem goste, mas sinceramente, não conheço ninguém assim. Por melhor que seja a estória e o significado dela, sempre será difícil absorvê- la por inteiro quando se tem prazos.
Depois de todo esse discurso a minha proposta seria dar uma lista de livros para que os alunos escolhessem aquele no qual se identificarem mais e pronto!
Imagine uma sala com trinta alunos e um professor. O que é mais cabível, o professor dar um título ou dez títulos? Lógico que apenas um título o pouparia de desgastes e cansaço desnecessário. Mas acredito que o que importa na verdade é fazer o aluno criar vontade e expectativa acerca da disciplina apresentada, e se tem que ler um livro, não importa se é um livro de Machado de Assis ou um clássico de Charles Dickens. Gosto é gosto e não se discute. Todo e qualquer livro publicado merece nossa atenção, alguns são mal escritos, outros são longos em demasia, mas todos merecem nossa atenção. Literatura é literatura. Na pior das hipóteses você estará treinando sua escrita e vocabulário.
Espero sinceramente poder colocar essa proposta além dos planos, espero que num futuro próximo se torne realidade. Quem aprende são os alunos e os professores.
A.
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